Rombo no Caixa ou Investimento: Como a avaliação de riscos psicossociais altera o FAP e o lucro
Sua empresa está perdendo dinheiro? Entenda como a falta de uma avaliação de riscos psicossociais (NR 1) dispara o FAP e dobra o imposto sobre a folha de pagamento. Descubra por que prevenir riscos mentais é a decisão financeira mais inteligente do ano.
Geovanne Federle - FIsioterapeuta Ergonomista
1/5/20262 min read


Vamos direto ao ponto: para o governo e para a Receita Federal, a saúde do seu funcionário não é uma questão de "empatia", é uma questão de arrecadação.
Se você ainda enxerga a nova NR 1, a NR 17 e a avaliação de riscos psicossociais como uma "burocracia do RH", você está ignorando um ralo aberto no seu fluxo de caixa. O nome desse ralo é FAP (Fator Acidentário de Prevenção), e ele pode dobrar o imposto que você paga sobre a sua folha de pagamento.
A Reação em Cadeia do Prejuízo
O erro de muitos gestores é fatiar os problemas. Eles acham que "dor nas costas" é uma coisa e "estresse" é outra. Na prática, o corpo não funciona assim — e o seu caixa também não.
O Risco Psicossocial (A Mente): Metas abusivas e falhas de gestão geram fadiga mental.
O Risco Ergonômico (O Corpo): O funcionário fadigado perde a percepção de risco, ignora a postura correta e negligencia pausas.
O Risco de Acidente (A Ocorrência): O resultado? Um erro de operação, uma queda, uma LER/DORT ou um colapso mental (Burnout).
Para o governo, não importa se o seu funcionário se afastou porque a cadeira era ruim ou porque o chefe era autoritário. Se o CID (Código da Doença) for relacionado ao trabalho, o nexo é estabelecido e a conta chega para você.
A matemática da negligência
O cálculo é frio: se a sua empresa tem uma folha de pagamento de R$ 200 mil e o seu RAT é de 3%, com uma gestão de riscos eficiente (FAP 0,5), você paga R$ 3.000,00 de imposto mensal.
Se a sua gestão é negligente e os afastamentos mentais disparam (FAP 2,0), esse valor pula para R$ 12.000,00.
São R$ 9.000,00 por mês jogados no lixo. Em um ano, sua negligência custou R$ 108.000,00 apenas em impostos extras. Isso sem contar advogados, multas e quedas de produtividade.
Por que a Avaliação de Riscos Psicossociais (ARP) e a Analise Ergonômica do Trabalho (AET) são investimentos?
A ARP, integrada à Ergonomia Organizacional, é o seu único escudo contra esse rombo. Ela serve para:
Prever o afastamento: Identificar setores onde a pressão e o ritmo estão insustentáveis antes que o funcionário adoeça.
Blindagem Jurídica: Provar, com documentos técnicos, que a empresa monitora e age sobre os riscos, combatendo nexos causais indevidos.
Estabilização do FAP: Manter o índice no mínimo possível (0,5), garantindo que você pague o menor imposto permitido por lei.
O erro de "tentar fazer sozinho"
Muitos gestores tentam maquiar os riscos ou aplicar questionários internos sem validade científica. Além de não convencerem a fiscalização, essas empresas acabam com dados falsos que não previnem o afastamento.
A SOMA atua na raiz do problema. Como consultoria externa e técnica, entregamos um diagnóstico que a gestão interna não consegue ver (ou não quer mostrar). Não entregamos apenas conformidade com a NR 1; entregamos lucratividade preservada.
A pergunta para o dono da empresa é simples: Você prefere investir na prevenção técnica ou continuar pagando a "multa mensal" vitalícia no seu RAT?
